quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Partido Político pode ter inscrição negada por vínculo com ETA

Acho que todos os leitores devem se lembrar do que as últimas letras do título significam. Sim, o movimento radical que pede a independência do país Basco (Euskadi Ta Askatasuna, em português, Pátria Basca e Liberdade), ou melhor dizendo, o grupo terrorista acusado de ser o autor das 10 explosões de bombas em trens de passageiros em 2004 (o qual eles negaram).

Pois bem, vamos à matéria.

Um novo partido político espanhol pode ter sua inscrição negada por ser considerado uma continuação do partido Batasuna, que em 2003 foi considerado ilegal após fatos terem provado que este partido tinha conexões com o grupo terrorista ETA.

O partido Sortu, que também visa a liberdade do país Basco e é a nova marca política de esquerda, Abertzale, corre o risco de ter o mesmo fim que seu irmão mais novo. Isso porque na Espanha há uma lei para inscrição de partidos políticos que ilegaliza qualquer um que venha a comprometer a "liberdade e a democracia" do país, o que significa que quem tiver um pé em grupos terroristas estará fora de qualquer possibilidade de eleição.

Para provar  que o novo partido não passa de uma continuação da Batasuna (e por consequência tem contato com o ETA), o Ministério do Interior não encerrou os prazos de avaliação previstos na lei e também enviou solicitação para que a Procuradoria Geral e a Defensoria do Estado enviassem relatórios assim como informes policiais que possam comprovar tais conexões.

Em nota ao jornal El País, o Ministério do Interior disse que junto à inscrição do partido, no último dia 9, foi também emitido à Defensoria o pedido de investigação. 

A ação do governo já havia sido informada na última sexta-feira (11), pelo vice presidente, Alfredo Pérez Rubalcaba, que também havia dito que, mesmo antes de Sortu ser registrado, tanto Polícia Nacional quanto Guarda Civil já trabalham na elaboração de relatório que dirão se a nova marca da Abertzale será, ou não, ilegalizada.

Apesar das suspeitas de envolvimento de Sortu com o grupo terrorista Basco, pela primeira vez, o partido radical rechaçou o uso da violência para a aquisição da liberdade do país controlado pela Espanha. O pronunciamento da 
Esquerda Abertzale passaria em branco (uma vez que várias vezes já disseram isso), contudo, esta foi a primeira vez que o uso da violência foi abolido falando diretamente sobre os terroristas do ETA.

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