Pesquisa de 2004 revela que quase metade das crianças cuidadas pelo governo escocês tinha algum tipo de problema mental.
45% entre crianças e adolescentes entre 5 a 17 anos sob a guarda de conselhos escoceses apresentaram algum tipo de problema de saúde mental, de acordo com o Escritório de Estatísticas Nacionais (NOS, na sigla em inglês).
Destes 45%, 38% tinham algum problema com relação à conduta, 16% de ordem emocional, ansiedade e depressão e 10% eram hiperativos.
E daí?
O leitor possivelmente fará a pergunta do subtítulo. ‘Por que saber de algo que aconteceu em 2004?’
É que na verdade, o fato é apenas um exemplo do cenário mental patológico do Reino Unido e que continua a preocupar a comunidade. Vamos à próxima notícia!
Ativistas duvidam sobre efetividade do programa de cuidados mentais para crianças devido a cortes de gastos
O governo Britânico lançou um pacote de investimentos no valor de £400 milhões para, entre outros tópicos, facilitar o acesso de crianças e adolescentes ao programa de acompanhamento psicológico.
A crítica feita por entidades é que tal programa possa ser “sabotado” pelos cortes feitos pelo Estado.
Em entrevista dada ao canal BBC, Lucie Russel, do Fundo de Caridades Jovens Mentes (Charity Young Mind), disse que é bom ver serviços destinados às crianças sendo incluso nas estratégias da saúde. No entanto, ela afirma que os cortes feitos “a torto e a direita” em unidades de atendimento infantil, atendimentos de acompanhamento com base em escolas e projetos voluntários ameaçam sabotar os planos.
Comparação
Fazendo uma pesquisa rápida na internet, encontrei uma matéria do final do ano passado divulgada pelo jornal Zero Hora que falou sobre uma pesquisa parecida no Brasil. Apesar da semelhança do tema, os números são bem diferentes: a média nacional de crianças que podem sofrer com problemas que afete a saúde mental é de 12,5%.
Por regiões, o Sul do país apresenta a menor probabilidade, 10,8%. No Sudeste a porcentagem é de 14,2% e o restante do país de 15%, muito menor que nossos amigos do Reino Unido, não?
O estudo foi realizado pelo Instituto Glia em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e o Albert Einstein College of Medicine (EUA) e analisou 5,9 mil alunos entre o ensino Fundamental e Médio de escolas públicas e privadas de 81 municípios.
Links visitados:
Problema da Escócia: http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/scotland/3755437.stm
Ativistas Britânicos: http://www.bbc.co.uk/news/health-12338540
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