A nova onda de vazamentos do Wikileaks caiu como uma "buemba" (como diz meu caro simão da Folha de S. Paulo) sobre os hermanos do lado esquerdo do mapa, mais em específico sobre a família Kirchner.
Como disse o jornal Clarín, ontem, o site "descarregou um aguacero de chuva acida sobre o governo argentino", alegando que a embaixada dos EUA sobre casos de corrupção e tentativas da "família imperial" argentina de minar as investigaçõesa a respeito do caso.
Em Maio de 2009, o então agregado político da embaixada, Tom Kelly, começou seu relatório 20581 alegando que "as movimentações recentes do governo argentino minam a independência e eficiência dos organismos com jurisdição sobre casos de corrupção".
Para quem não se lembra, em 2009, Cristina Kirchner já era presidente e se encontrava em uma situação que só pode ser descrita como "entre os leões e a guarda romana": Por um lado, ela perdia o apoio do congresso (nas eleições, o governo perdeu a maioria na casa); por outro, várias medidas assinadas às pressas afetavam ruralistas bem como grupos de comunicação, entre eles o próprio Clarín (este é o motivo pelo qual eles são tão opositores ao governo).
De volta ao relatório, Kelly também comentou sobre a renúncia do Fiscal Nacional de Investigações Administrativas (em Março do mesmo ano), Manuel Garrido, e também falou sobre a reclamação pública do Titular da Auditoria Geral da Nação, Leandro Despouy, sobre tentativas do governo de tentar limitar suas funções.
Além das alegações de envolvimento na perca de poder destes funcionários, também mencionou a entrada de um escritório anti-corrupção de um amigo dos Kirchner, Julio Vitobelo (para uma espécie de CPI argentina - que também tem forno à lenha para fazer pizzas à vontade).
Bem, a novidade desta notícia é a de os EUA estavam (e estão) de olho em diversos cantos do mundo (segundo o Wikileaks). Agora, os fatos que mostram o "jogo de cintura" para (tentar) abafar os ruídos sobre corrupção herdado de Nestor, e que Cristina aprendeu muito bem, já ecoaram em todos os cantos do planeta, inclusive aqui no Brasil.
Resta esperar, igualzinho aqui no Brasil, que o eco dos pedidos de democracia do lado direito do mundo, cheguem até a America do Sul e que um novo Chê resolva liderar o povo para que uma reforma política seja realizada.
"A revolução se faz através do homem, mas o homem ter de forjar, dia a dia, o seu espírito revolucionário", Chê Guevara
Links:
Clarín: http://www.clarin.com/politica/titulo_0_424157622.html
Frase de Chê: http://www.sitequente.com/frasesde/cheguevara.html
Info sobre 2009 na Argentina: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090910_argentina_politica_mc_cq.shtml
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